Uma hora pra 2008
Postado em 31 dezembro, 2007
Sob a(s) categoria(s): Pessoal |
Uma merda, isso tudo. Um cansaço, um desaponto, uma sensação de deslocamento, de estar onde não queria estar e longe das pessoas de quem gosto, mesmo que, a bem da verdade, não tenha sido sempre eu quem saiu.
No msn, com um amigo distante milhares de quilômetros e após a convicção de que todos vão embora, pra longe geograficamente ou pra longe sem mudar endereço, deixam os lugares vagos, com uma desocupação que incomoda por ainda ver ali alguns vultos e a ausência é sentida no procurar, na busca do que antes havia e era simples achar, eu acabo segredando: “estou num banzo da porra”.
Faltam 50 minutos para aquele momento em que todo mundo acha que tudo muda quando, na verdade, é só mais um dia. Mais um momento pra se tentar jogar pra baixo do tapete o que não funcionou antes, muito embora o excesso de sujeira embaixo só sirva pra estufar, desnivelar, e tirar da frente das fuças seja só um paliativo pro que se insiste em fugir de encarar.
Estar sozinho em casa, nesta hora, de certa forma, me conforta. Me localizar nas paredes que eu já conheço é interessante quando tudo no resto do mundo parece ficar, de um momento para outro, completamente irreconhecível.
Aos que acreditam, feliz ano novo. É sincero, embora pra mim não valha.
Tags: ano novo, PessoalPosts relacionados
Comentários
17 Responses to “Uma hora pra 2008”
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Li noutro blog estas palavras atribuídas à Carlos Drummond de Andrade:
“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”
“Você tem que aprender a ser gente”, completaria Robertão.
eu discuto muito com o pedro mas tenho que admitir que ele é bom de frases curtas.
Passando por alguns blogs encontrei o seu link e aqui estou te fazendo uma visita…
Adorei o seu texto por todas as similaridades…
Nunca gostei de “comemorar o ano novo”, por “N” motivos, mas somente quando isso aconteceu, nesse ano, é que eu pude perceber a falta que fez não ter as “Pessoas” por perto naquele momento… Não pela data em si, mas pela lacuna que elas deixam quando estão ausentes…
Bjs!
esse negócio de ano novo dá sempre uma sensação esquisita. :~
Trabalhar, Molanda.
(Falando em frases curtas.)
tu foi embora pq? depois da meia noite é que a festa ficou boa! :/
Chega, Pedro.
Tirou férias da bodega não, né? Um passo a frente e vamo tomar uma no Arlindo. Que tal uma quinta?
Ó, coisa linda, tu é muito é bocó. Isso tudo é saudade minha que eu sei. Bora, se anima que amanhã tem festa e nem adianta tu dizer que não quer poruqe nunca vi aniversariante ter querer. Bora que eu quero te dar abraços
Espero que esteja melhor do banzo. Mas não venho mais aqui não. Tu confirmou que ia pro meu aniversário, faltou, não deu uma justificativa… aaaaffff
Gabriel,
Publiquei e comentei seu comentário sobre ver o mar pela primeira vez, junto com uma reportagem que encontrei sobre 40 idosos que estrearam no mar e um emocionante conto de Patrício Jr, também sobre o assunto.
atualiza, aí.
eu acho o Ano Novo deprê. Mas tb acho o Natal meio deprê. Essa obrigação de juntar todo mundo e ser feliz na marra…
Prefiro os dias normais, e a celebração da vida diária. Ordinary life is a complex stuff.
Tu ainda tá com esse texto? Parece eu
hora de atualizar. ehehe