No creo en Brujas, pero…

Postado em 17 dezembro, 2007
Sob a(s) categoria(s): Pessoal |

Eu, Gabriel Ramalho de Farias, atesto a veracidade dos fatos a seguir relatados, tais quais:

11 de dezembro de 2007: Primeiro dia do Inferno Astral. Saio para trocar um jogo de PS2 que tinha apresentado problema e descubro por clientes da loja que o flanelinha que fica na frente vendendo cartões da zona azul a preço mais caro que o oficial é também o responsável por chamar a autarquia de trânsito para multar os carros que se recusam a comprar o cartão. Sim, eu tenho uma multa deste mesmo local.

12 de dezembro de 2007: Segundo dia do Inferno Astral. Descubro, ao tentar abrir a porta, que o cilindro da chave está quebrado. Chamo o chaveiro e, após pechinchar bastante, morro em vinte reais.

13 de dezembro de 2007: Terceiro dia do Inferno Astral. Volto a trabalhar. Durante minhas férias, uma resolução corta a Internet de boa parte dos colaboradores. Passo oito horas, com o apoio de meus superiores, tentando explicar ao suporte que meu trabalho necessita de acesso à web. Saio para casa sem ter conseguido trabalhar direito. Dia perdido.

14 de dezembro de 2007: Quarto dia do Inferno Astral. A síndica chama alguém pra lavar a caixa d’água. A pessoa esquece de desobstruir o cano que levaria a água para a rua. Resumindo: toda, mas toda, a água da caixa volta pelo cano, trazendo toda sorte de sujeira e desembocando no último andar onde, vejam só, fica meu apartamento. Água jorrando pelas tomadas e pelas lâmpadas, numa cena que encheria Gabriel García Marquez de orgulho. Síndica liga para meu trabalho para dizer que água jorra por debaixo da porta do meu apartamento e chega até a garagem. Coisa linda de se ver: água enlameada molha as roupas do varal que estavam embaixo de uma das lâmpadas, os móveis da sala, mancha algumas paredes e emporcalha tudo no caminho. Saldo da brincadeira: paredes sujas, com tinta descascando, móveis com pés murchos e uma lâmpada queimada. Preciso desligar a chave geral e volto a viver, por 24 horas, na Idade Média.

15 de dezembro de 2007: Quinto dia do Inferno Astral. Gasto com faxineira pra pôr a casa em ordem. Mais tarde, ao botar o celular para recarregar, descubro que a bateria está pifada e não segura carga por mais do que algumas horas. Lembro então que o comprei nesta mesma época, ano passado, e corro para localizar a nota-fiscal e poder usar a garantia. Compra efetuada dia CATORZE de dezembro de 2006. Um ano e UM dia atrás.

16 de dezembro de 2007: Sexto dia do Inferno Astral. No estacionamento do shopping, descubro que alguém, no período compreendido entre 15 e 16 de dezembro à tarde, resolveu brincar de jogo-da-velha na lataria do meu carro, usando algum objeto pontiagudo como caneta. Alguém conhece um bom polimento?

Aguardo ansiosamente o começo desta semana.

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Comentários

7 Responses to “No creo en Brujas, pero…”

  1. Lu Jones on dezembro 17th, 2007 12:06 am

    Meu querido, eu queria bastante não rir disso tudo, mas foi simplesmente impossivel! hahahahahaha
    Diante do teu inferno astral o meu tá o paraíso! hahahahahhaha
    bjks

  2. Pedro on dezembro 17th, 2007 8:47 am

    Nunca mais reclamo da minha vida.

    Prometo.

  3. Lucy on dezembro 17th, 2007 1:44 pm

    “Nunca mais eu vou dizer que essa vida me aborrece”
    Punky

    Gabs, meu filho. Fiquei comovida com a descrição da água suja invadindo a casa pelas tomadas. Tu devia desenvolver mais a ideia e escrever um conto, pra alguma coisa de bom sair desses percalços todos, ahn.

    Inferno astral. Mine is comin’ too, man.

  4. Molanda on dezembro 18th, 2007 4:36 pm

    Eu acho que é bobagem!

  5. Molanda on dezembro 18th, 2007 4:40 pm

    Senão, vejamos:

    11/12 - passe a comprar cartão zona azul de um lugar decente, e não de flanelinha. Se ele estressar e chamar a autarquia não vai dar em nada.

    12/12 - chaves quebram. dentro, sempre. acontece, acredite.

    13/12 - fica vendo besteira no trabalho, taí. :P

    14/12 - NADA A DECLARAR.

    15/12 - acontece. do jeito que passou por um dia, podia ser um mês e você nem ia reclamar.

    16/12 - tô começando a concordar contigo.

    p.s.: nem sei se precisa liberar esse comentário, talvez seja mais pra tu ler, hehe. mas, se quiser, pode.

  6. Thiago de Góes on dezembro 18th, 2007 5:44 pm

    Sinistro…

  7. Mário Aragão on dezembro 19th, 2007 10:53 am

    Eita, rapá o polimento bom que conheço fechou pro fim-de-ano da galera ontem, também estava afim de tirar uns riscos do meu possante e não deu.

    Essa semana com certeza está uma beleza.

    Abração!

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