Mr. Wonder
Postado em 19 novembro, 2007
Sob a(s) categoria(s): Música |
Em outubro de 2005, depois de um hiato de 10 anos, Stevie Wonder lançou um album novo, A Time to Love. A crítica de Ben Ratliff, no New York Times (em inglês), foi taxativa: um álbum mediano, com convidados que não foram selecionados criteriosamente e poucos momentos de genialidade.
Sempre é arriscado ter que escrever algo sobre o trabalho novo de alguém que, em certo ponto de sua vida, revolucionou um estilo musical e lançou novas bases para a música negra norte-americana. É como se sempre se esperasse deste alguém uma nova iluminação, um novo instante de inventividade e qualquer coisa que fugisse ao esperado fosse imediatamente diminuído.

Crédito: Michael Nagle para o The New York Times
Hoje, em outro artigo também no NYT (em inglês), Ben Ratliff se redime após assistir o show de Stevie Wonder, sábado último, no Madison Square Garden. Ver o músico em ação, no palco depois de mais de 10 anos sem sair em turnê parece ser o suficiente para perceber que a genialidade, o carisma e o talento não o abandonaram. Talvez o clima que só o palco transmite seja o melhor catalisador para libertar o músico magistral que ficou um tanto ofuscado no último album. A experiência, conforme relatada no artigo, vale a pena e fustiga em nós uma inveja saudável.
Um dos destaques do show, um dueto com Prince (o mais subestimado grande guitarrista do Mundo) em Superstitious, já aparece no Youtube em duas partes. Pena não ser a música inteira e a qualidade do vídeo não ser das melhores também, mas dá pra ter uma idéia.
Parte 1:
Parte dois no link.
Tags: álbum, black music, crítica, funk, madison square garden, nyt, prince, show, soul, stevie wonder, video, vivo, youtubePosts relacionados
Comentários
2 Responses to “Mr. Wonder”
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Pode parecer xiita, mas não li o primeiro artigo o Ben Ratliff e não gostei. Não li o segundo e gostei: Ratliff pelo menos não é um Diogo Mainardi da vida.
E a gente ainda deve considerar, em defesa do jornalista, que nem sempre as impressões obtidas na audição de um disco se transformam em impressões de um show. Pro bem e pro mal.
Quanto ao SW, Gabriel, vez por outra posto coisas sobre ele no Sobretudo. É que o considero um dos poucos gênios vivos da música pop, mesmo nos baixos da carreira.
P.S.: Não tive tempo de saudar sua vinda para o Blogueisso. Faço isso agora.
Roberto, obrigado. Apareça sempre!